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Palavra do Diretor

 
Prof. Ivan Renner
Diretor Geral do Colégio Sinodal
 

Quem diria... com a Pandemia, a presencialidade das aulas tornou-se inquestionável?

Na mensagem, contida no Plano de Direção do ano passado, 2021, utilizei uma alegoria, capa das Senhas Diárias, que continha uma ponte de madeira iluminada, que convidava para uma travessia. Lembram?

Agora, após um ano de travessia, podemos dizer que contamos, sim, com uma luz a clarear os nossos passos, apesar dos percalços, das incertezas e dos receios, para não dizer medos, que fizeram parte de nossa vida, de março de 2020 até praticamente o final de 2021. Agora, em janeiro e fevereiro, ainda temos pela frente a Ômicron, nova variante da Covid-19. Contudo, especialistas israelenses estão apontando que ela, por ser pouco letal, é o sinal visível de que a Pandemia está prestes a acabar. Mesmo assim, em janeiro, apareceu a Flurona, uma coinfecção da Covid com a Influenza. Ficam as perguntas: Quantas novas complicações ainda virão e quando teremos condições mais tranquilas e plenas para “tocar o nosso negócio”?

Contudo, acreditamos que, quando estamos bem preparados, com boa formação e conteúdo consistente e considerável, quando percebemos que temos uma equipe bem competente e quando isso for perceptível no dia a dia, aí estaremos realmente aptos para encarar os desafios que o futuro nos reserva. Sem dúvida, isso é o que se encontra no Sinodal!

Permanecendo nesse mesmo contexto, trago uma nova foto, capturada no início de dezembro p.p., em Nova Petrópolis, ao participar do Planejamento Estratégico do Sinepe/RS.

Caminhando da recepção até o local em que ocorreria a reunião, tentando encurtar o caminho, de repente, me deparei com uma linda velha ponte pênsil (vejam ao lado). Ela me fez lembrar da minha infância, e veio novamente toda aquela reflexão... Para quem conhece, sabe que a ponte pênsil, apesar de sua beleza natural, é um tanto frágil e instável. Sim, assim era aquela também! No entanto, consegui transpô-la, com certos cuidados e prevenções, e alcancei o outro lado.

 


Penso que esse justamente foi o nosso sentimento, em meio à pandemia, tanto de maneira individual como coletiva, frente a incertezas, cuidados e mais cuidados... Dessa forma, retornamos, após muitos contatos com as mais diversas instâncias — os prefeitos, o COE —, reuniões e mais reuniões com o Secretário de Educação, todos os diretores das escolas privadas de São Leopoldo, os diretores da Rede Sinodal, o Sinepe, para ver se havia condições de retorno. Enquanto isso, tínhamos muitos pais ávidos para que seus filhos voltassem, apesar de incertezas e medos também existirem.

Embora as aulas online estivessem acontecendo, de um lado, com o esforço e a competência dos professores e, do outro, com a dedicação dos alunos — uns mais e outros nem tanto —, percebia-se a necessidade das aulas presenciais. Aliás, se a pandemia serviu para uma coisa, foi para mostrar que a interação entre professor e aluno é essencial.

Alguns de vocês certamente ainda lembram, há uns 15 ou 10 anos, que se discutia se o professor seria dispensável ou não?  Eu diria:

— Um professor competente, atualizado, que consegue conduzir as suas atividades pedagógicas, incluindo o aluno como protagonista, e se permite manter o bom senso sempre terá o seu espaço.

Lembro-me do dia em que retornamos com os alunos da Educação Infantil, que, aliás, foi o primeiro nível a retornar. De manhã bem cedo, recebemos os pais e os filhos, todos bem acostumados com a postura preventiva, usando máscara e álcool em gel, respeitando o distanciamento possível etc. Tudo já tinha sido aprendido e assimilado em casa.

No segundo dia, um pai, despedindo-se de seu filhinho, enquanto já adentrava à porta da EI, me disse:

- “Veja, ... ele está curado! Em casa, vivia triste e reclamando que não podia voltar para a escola, para rever a professora e brincar com os amiguinhos.”

Isso mostra a importância que a escola tem — além do cognitivo e do embasamento cultural e tecnológico — quando possibilita a relação entre iguais e desiguais, para o crescimento socioemocional.

 Ademais, a escola continuará sendo sempre reduto indissolúvel, no qual os alunos podem encontrar tudo o que foi citado acima, mas também são capazes de aprender a apreciar a argumentação e a contra-argumentação e a participar, protagonisticamente, dessas ações.

Esse exercício, no qual alguém apresenta uma ideia (tese), outro traz uma ideia contrária (antítese), e depois ambos tentam construir a síntese, a partir dos pontos de convergência, segundo a Dialética de Hegel, é vital num mundo em que paira, cada vez mais, o unilateralismo.  

Escola, ambiente propício para o desenvolvimento de inteligências

A escola, por meio de seu corpo docente qualificado, também é ambiente propício para o aluno descobrir e desenvolver as mais diversas inteligências.

Como assim, diversas inteligências? Quais são, e como elas podem ser desenvolvidas, com a percepção, a sensibilidade e a capacidade dos professores?

Com toda a certeza, vocês já viram que há alunos que conseguem decorar mais rapidamente um texto que outros, o mesmo ocorrendo no aprendizado de uma nova língua ou no aprendizado, com mais facilidade, de uma nova dança. É plenamente perceptível que essas aptidões ou habilidades se diferenciam de uns alunos para outros.

Para adentrarmos mais nesse assunto, precisamos conhecer os fundamentos das inteligências, segundo Howard Gardner, cientista, pesquisador e psicólogo norte-americano, autor da Teoria das Múltiplas Inteligências.

Quais são, como se constituem e para que servem?

1. Linguística; 2. Lógico-Matemática; 3. Musical; 4. Espacial; 5.  Cinestésico-Corporal; 6. Naturalística; 7. Interpessoal; 8. Intrapessoal; 9. Existencial.

Todas elas, segundo ele, são importantes para que o ser humano seja competente em suas habilidades e se torne mais realizado e útil para a sociedade.

Logicamente, quanto mais inteligências alguém desenvolver mais e melhores habilidades ele terá. Um dos seres humanos que teve o maior número de inteligências desenvolvidas foi Leonardo da Vinci. Ele foi cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, botânico, arquiteto e poeta. Quase inacreditável... Mas, aonde o ser humano não pode chegar?

Há três anos, eu tive o privilégio de visitar um museu no norte de Israel, na cidade de Haifa, ao lado de uma das melhores universidades tecnológicas do mundo, onde se encontram várias invenções de Leonardo. Realmente é algo incrível o que esse gênio construiu e desenvolveu. Há inventos dele também em outros museus, pelo mundo afora, como em Milão, Florença, Roma, Paris, Nova Iorque, entre outros locais. Vale a pena conhecer mais de perto esse fenômeno.

Por isso é importante, como escola, professores e pais, estimularmos nossos alunos e filhos a “irem além” e não permanecerem restritos a um ou outro campo intelectual apenas. Assim o estímulo e o desafio são fundamentais para o desenvolvimento das capacidades cognitivas, emocionais, sociais etc.

Vejamos agora algumas explicações a mais:

  1. Linguística. Com essa inteligência, o ser humano tem muita facilidade de dominar línguas variadas, comunicando-se bem com as pessoas, de negociar, de convencer e de se expressar, seja de forma escrita ou oral. Advogados, locutores, jornalistas, escritores, poetas são alguns bons exemplos de pessoas que têm bons índices da Inteligência Linguística.
  2. Lógico-Matemática. Abrange a capacidade de lidar com números, desafios lógicos, raciocínios dedutivos, aprender e desenvolver fórmulas, estabelecer organizações, sistematizações, resolver rapidamente problemas complexos etc. Cientistas, engenheiros, economistas, matemáticos, pessoas ligadas à robótica, à tecnologia em geral são alguns exemplos dessa inteligência.
  3. Musical. É indiscutível que essa inteligência é percebida na competência dos músicos, dos compositores, dos produtores musicais etc. Escola que desenvolve muito a música em seus alunos aprimora essa inteligência. Em crianças, pode se detectar essa habilidade quando elas conseguem perceber sons diferentes no ambiente e cantar para si mesmas.
  4. Espacial. Alunos que têm a criatividade bem aflorada, que conseguem decifrar imagens e projetos que delimitem espaços e medidas, que jogam xadrez e desenvolvem outros desafios nesse sentido, como projetos robóticos e de inovação, com toda a certeza, possuem essa inteligência bem “encorpada”. Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, essa inteligência pode ainda ser detectável em crianças que têm facilidade para montar quebra-cabeças ou organizar objetos num determinado espaço. Feiras artísticas, de ciências e multifeiras são atividades em que essa inteligência pode ser evidenciada, mais e mais.
  5. Cinestésico-corporal. Consiste em aprender a controlar e conhecer o próprio corpo para uma boa coordenação motora. O esporte em geral, o teatro e a dança são as atividades que mais ajudam a desenvolver essa inteligência, pois promovem o controle da mente e do corpo. Segundo cientistas, ela é capaz de gerar qualidade de vida quando potencializada.
  6. Naturalística. Ambientalistas são um bom exemplo dessa inteligência. Eles conseguem se relacionar e se integrar muito bem com o meio ambiente, as plantas e os animais. Por isso visitas organizadas para zoológicos, jardins botânicos, museu oceanográfico etc. são atividades pedagógicas importantes para o desenvolvimento dessa inteligência. As Ciências Naturais e a Biologia são alguns dos componentes curriculares determinantes nesse sentido.
  7. Interpessoal. A capacidade de se comunicar, de compreender e até de persuadir o outro é conhecida como Inteligência Interpessoal. Geralmente ela é encontrada em pessoas que ocupam a liderança e que têm facilidade de se expressar em público, como políticos e advogados. Mas também em religiosos, psicólogos, médicos e professores, que normalmente têm boas habilidades de ouvir, perceber e ajudar a resolver situações-problema.
  8. Intrapessoal. Está ligada à capacidade de entender as próprias emoções, sentimentos e desejos, bem como conhecer seus pontos fortes e fracos. Em suma, ter boa capacidade de autocontrole e conhecimento de si mesmo. A prática de meditações e atividades que estimulem o controle da mente e do corpo são bem apropriadas.
  9. Existencial. Essa é uma das últimas inteligências descobertas e categorizadas por Gardner. Ela se traduz na capacidade de refletir sobre a existência humana e está relacionada a grandes pensadores e filósofos, que se dedicaram a estudar conceitos da metafísica e do comportamento humano. A Sociologia, a Filosofia, o Ensino Religioso e as Meditações podem ajudar a desenvolver essa inteligência.

Mais algumas considerações importantes, quando se fala em aplicação da TMI, Teoria das Múltiplas Inteligências, na Educação...

a) Ela nos ajuda a entender que “a inteligência é algo muito mais amplo e complexo do que é possível compreender por meio de uma prova ou de um teste de QI.”

b) “A inteligência humana é um imenso potencial biopsicológico.” Por isso é importante levar em consideração também o elemento genético e o contexto socioeconômico e educacional.

c) Um aluno pode ter mais do que uma ou duas aptidões ou habilidades intelectuais. Segundo Gardner: “O maior desafio de um educador é conhecer cada criança como ela realmente é, saber o que ela é capaz de fazer...” Motivar permanentemente deve ser o objetivo dos professores, para que ele, o aluno, se descubra e possa desenvolver suas inteligências mais expressivas e outras, a fim de que se torne uma pessoa mais realizada e útil à sociedade.

Cabe a nós, escola e professores, que procuramos desenvolver a educação de qualidade, levarmos mais em conta esses estudos e essas recomendações para a evolução de nossos alunos.

Nasce uma nova Unidade do Colégio Sinodal, a Unidade do Colégio Sinodal Prado Gravataí.

Há 13 anos, em 2009, nós demos um dos passos mais ousados da história do Sinodal, quando inauguramos uma Unidade do Colégio Sinodal em Portão.

Na época, o lema mote era: “Nasce uma escola, numa região que cresce”. Também dizíamos que era hora de o Sinodal comprovar o conceito que já tinha alcançado na região, porque, durante esses anos todos, já tínhamos recebido alunos provindos de Portão, Feliz, Harmonia, São Sebastião do Caí, Bom Princípio, Montenegro, Nova Santa Rita etc. Para esses e outros, o caminho foi encurtado.

No que se refere à qualidade de educação, ela também já foi comprovada nos resultados em vestibulares e no ranking do Enem, sendo, no último Enem, a escola particular dos três vales, Sinos, Paranhana e Caí, com o melhor resultado.

Em síntese, estamos indo bem! Porém, por acreditarmos que o processo educacional nunca pode ser estático e conformista, melhorias contínuas no processo pedagógico e estrutural sempre são necessárias em prol de nossos alunos.

Há 4 anos, em 2017, como todos já sabem, fomos visitados por uma equipe de 13 pessoas, de Gramado, mostrando interesse em que o Sinodal instalasse uma Unidade nas cidades de Gramado e Canela.

Após analisarmos todos os aspectos, agradecemos, mas resolvemos não aceitar. Aprovamos a oferta provinda de Gravataí, onde a J&L, Johannpeter e Luz, Empreendimento Imobiliário do Prado Cidade, localizado à direita da Freeway, sentido capital praia, um pouco antes da GM, nos ofereceu um terreno de 3,75 hectares, 37.500 m2, para que o Sinodal erigisse ali uma Unidade.

A proposta dos empreendedores, o oferecimento do amplo terreno e o contrato com boas possibilidades fizeram com que o Conselho Escolar do Sinodal dissesse “sim”. Faltava ainda, ao lado de todo o trabalho do Sinodal, abraçar convincentemente a grandiosa ideia e tarefa desse imponente projeto. E assim se fez... Na noite do dia 17 de julho de 2017, no Gabinete do Prefeito Municipal Marco Alba, tive o privilégio de entregar assinado o Contrato ao Sr. Carlos Johannpeter. A partir desse dia, não havia mais a possibilidade de “dar um passo para trás, nem para pegar impulso”, como sempre diz o palestrante Clóvis de Barros Filho.

O dia 06/08/2019 marca o início da obra, após a definição do projeto arquitetônico, do qual todas as Coordenações e os componentes do CTAP puderam participar, apontando o que é necessário e o que é apropriado nos mais diversos níveis, nas mais diversas atividades pedagógicas, nos espaços adequados para o atendimento aos professores, aos alunos e aos pais. Então, dá para dizer que o projeto foi cunhado com legitimação, muito bem definido e acompanhado, pari passu, pelo nosso Arquiteto Vilmar Mayer, em conjunto com a Comissão de Construção, integrada pelo Engenheiro Cristiano Sarmento, o Administrador João Antunes da Silva, o Diretor da Unidade, Prof. Tiago Becker, e eu, como Diretor Geral. Essa equipe se reunia ordinariamente, às terças-feiras de tarde, para definir detalhes e mais detalhes, fundamentos e mais fundamentos, fornecedores, esgrimando os  orçamentos provindos  de empresas parceiras que atuavam conosco, para que esse projeto se desenvolvesse conforme o propósito, sempre dentro das melhores condições financeiras possíveis e com a segurança da  qualidade na execução e na estética de uma escola moderna, ampla e adequada para um ensino de qualidade, em que os alunos  se sintam bem, acolhidos e instigados.

O dia 3 de setembro de 2020 constituiu, para nós, um outro marco, quando, naquele sábado de manhã, no Paradouro do Prado, lançamos a Pedra Fundamental em meio a uma bonita e significativa programação. Mais ou menos 150 pessoas estiveram presentes, entre eles, autoridades, professores, membros do Conselho Escolar, amigos e parentes.

Porém não imaginávamos, assim como toda a humanidade, que sofreríamos com as agruras da Pandemia da Covid-19. Houve um considerável atraso, porque fomos obrigados a suspender totalmente as obras do dia 19/03/20 até 13/04/20 e depois trabalhamos com um efetivo reduzido (apenas 30% da capacidade) até 19/10/20. Por outro lado, os preços dos materiais aumentavam a olhos vistos; além de enfrentarmos a falta de insumos e a defecção de trabalhadores. Tínhamos pensado em iniciar as aulas em fevereiro de 2021. No entanto, tudo foi “por água abaixo”, já que a   programação da obra teve que ser reorganizada e estendida por mais um ano.

11 de dezembro de 2021 foi então o grande dia da Inauguração do Colégio Sinodal Prado Gravataí, também num sábado de manhã, com um sol esplendoroso e uma significativa programação, que teve: a) a presença de alunos do Sinodal de São Leopoldo que compõem o conjunto dos violinos, acompanhados por flauta transversa e violoncelo, da nossa Casa da Música; b) reflexões e discursos diversos; c) descerramento da placa comemorativa; d) visitação às novas instalações com um brinde e direito a um cálice de recordação, bem como um coffee break.

Foi importante destacar, para as mais de 400 pessoas presentes, “O Porquê de o Sinodal ter aceitado esse novo projeto de erigir uma Nova Unidade Escolar”.

Basicamente são três os motivos:

1. Os diferenciais do Sinodal

O primeiro é oportunizar que mais crianças e jovens tenham uma escola que preza pela qualidade de ensino em meio a um amplo projeto pedagógico, tendo um corpo docente qualificado e uma base curricular bem elaborada, com uma carga horária acima da maioria das escolas do RS, que prioriza os seguintes pontos, entre outros:

a) o esporte, numa estrutura com pista de atletismo, campos de futebol 7, vôlei e basquete;

b) a arte que oportuniza as artes plásticas, o teatro curricular, o ensino do canto e de instrumentos musicais variados;

c) línguas estrangeiras, como a Língua Inglesa (Bilíngue), que oportuniza aos alunos fazerem o TOEFL e terem contato diário com a língua; a Língua Alemã, que é reconhecida pelo Governo Federal da Alemanha e possibilita as provas do DSD (Deutsches Sprach Diplom); e ainda a Língua Espanhola;

d)  experiências em laboratórios bem equipados de Química, Física, Biologia, Robótica e Inovação. (É importante destacar que, na última Olimpíada de Robótica do RS, o Sinodal obteve os três primeiros lugares, possibilitando a representação do estado no próximo evento nacional);

e) ampla área de convivência, tanto interna como externa, em um local que engloba 3,75 hectares. O nosso conceito é:  criança tem a ver com movimento e não com confinamento ou restrição de espaço. A partir dessa possibilidade, o aluno pode permanecer, durante o dia todo, no colégio, período em que ele pode estudar no Walk Together, aprender um instrumento musical, fazer atividade esportiva ou cultural;

f) excursões culturais pelo RS e Brasil afora, definidas nas áreas de conhecimento;

g) possibilidade de participação em intercâmbios estudantis para o Canadá, a Argentina e a Alemanha;

h) apoio pedagógico, psicológico e pastoral — meditações semanais e retiros que possibilitam o desenvolvimento espiritual com ênfase ecumênica;

i) provas semanais, como o SAS (Sistema de Avaliação Semanal), a partir do 8º Ano, e as Prova Fixas Semanais no Ensino Médio.  Os alunos da 3ª Série do EM também têm a possibilidade de fazerem Simulados e uma aprofundada Revisão para os melhores Vestibulares do RS e do Brasil.

 

Tudo isso e outras atividades — que muitos denominam de Extracurriculares, mas que nós, conceitualmente, denominamos de Extraclasse, já que curricular é tudo o que ocorre na escola ou a partir dela. Nesse sentido, até se fala em currículo oculto, aquilo que o aluno capta e aprende sem que se tenha um programa ou uma atividade específica — fazem do Sinodal, desde que o Enem existe, a escola particular gaúcha com a melhor média. Aliás, no último Enem, obtivemos a melhor média entre as particulares do RS, de SC e do PR.

Essa questão, para nós, Direção, Coordenações, professores, pais e alunos, mais do que orgulho é alegria, entretanto é também maior compromisso e mais trabalho, todo o dia e todo o ano, para uma boa e ampla formação. Os nossos pais e alunos agradecem!

Em síntese, o que comprovadamente dá certo no Sinodal de São Leopoldo, com todos os diferenciais, conforme as possibilidades e a seu tempo, é adaptado contextualmente e implantado nas outras duas Unidades, de Portão e agora do Prado Gravataí.

2. Aumento da carga horária para o corpo docente

Na medida do possível, agora, com as três Unidades que formam o Centro Educacional de Ensino Médio Sinodal, haverá a possibilidade de todos os professores aumentarem e preencherem a sua carga horária, sem precisar ter um vínculo com outra escola.

Isso, com certeza, irá se constituir num aspecto muito importante e favorável, tanto para o Sinodal como para o professor. Para o Sinodal, no que se refere ao pedagógico e ao administrativo; e, para o professor, no que se refere à questão financeira e pedagógica, já que   precisará seguir somente uma proposta e não várias.

3. Maior estabilidade pedagógica, administrativa e funcional

Assim, se as três Unidades estiverem alinhadas e coordenadas pedagógica e administrativamente, com mais facilidade, conseguiremos dar melhores e maiores passos avante no que se refere às questões de aprimoramento pedagógico, aí incluindo a tecnologia e o relacional.

Em relação aos professores, poderemos ter a perspectiva de uma estabilidade funcional maior, desde que, logicamente, a competência, o engajamento e a atualização estejam presentes e perceptíveis, permanentemente, após contínuo acompanhamento e avaliação.

Finalizando...

Está bem claro para nós, que lidamos com a Educação e somos profundamente comprometidos com ela, que só ficamos satisfeitos quando ela está num precioso ponto de qualidade. Isso não é possível de uma hora para outra. A Educação tem que ser uma construção coletiva, com o comprometimento de todos, deve ter indicadores de que essa trajetória é histórica e dar mostras de contínuos avanços e progressos em todos os setores, pedagógico e administrativo. Assim é o Sinodal, desde a sua fundação, em 1936, até hoje, 2022, quando avança, com a sua já experimentada e reconhecida proposta, para o Sinodal Prado Gravataí.

Para dar uma conotação mais didática, como outras vezes, tenho utilizado a figura do trem, que anda sobre trilhos, e esses trilhos, para oferecerem segurança ao trem, sempre precisam estar bem alinhados e interligados por dormentes.

 

Uma escola é isso: precisa andar sobre dois trilhos, um representa a estrutura pedagógica e o outro, a estrutura administrativa. Esses dois, juntamente ao corpo docente e discente, aos pais e aos funcionários, precisam estar interligados e integrados convincentemente, como dormentes, para ajudar a criar a solidez, a estabilidade e a qualidade que sempre buscamos ter e preservar, a partir daquilo a que o Sinodal historicamente se propõe e se tornou o nosso mote: “Educando para a Liderança”.

Que Deus possa sempre nos dar ao querer também o fazer!

Essa é a nossa real Esperança e, até porque não dizer, a nossa Convicção.

 

 

Fraternalmente,

Prof. Me. Ivan Renner

Diretor Geral.