• Avenida Doutor Mário Sperb, 874 - Morro do Espelho
  • (51) 3592-1584
  • sinodal@sinodal.com.br

Diário do Infantil

Papai, tu moras no meu coração

Agosto/2018

As semanas que antecederam nossa atividade de Dia dos Pais no Berçário foram repletas de criatividade e carinho.

 

Para começar, conhecemos a canção “Papai”, composta pela professora Alessandra Zabka (professora de Música) especialmente para esta ocasião. A partir dos primeiros contatos com a canção, aproveitamos cada momento disponível para “ensaiar”.

 

Utilizando uma fotografia do bebê com o papai, potes de sorvete, bolinhas de isopor e tule, confeccionamos um brinquedo carinhoso, onde o exercício e o desenvolvimento da habilidade de soprar permite a descoberta da imagem.

E é claro que tivemos uma oficina de culinária! Atendendo ao paladar masculino, preparamos deliciosos biscoitos de polvilho, perfeitos para um lanche no meio da tarde ou para um petisco enquanto se assiste ao futebol.

No final da tarde do dia 9 de agosto, quinta-feira, recebemos os papais na sala do Berçário para uma aula especial de música. Como este é um dos momentos mais apreciados pelos bebês, pensamos numa atividade em que os papais pudessem vivenciar esta experiência e, ao mesmo tempo, desfrutar de carinho e brincadeiras de roda, resgatando práticas de suas infâncias.

Cantamos nossas canções de acolhida e despedida, bem como o repertório de danças de roda mais apreciadas. Homenageamos os papais com a canção dedicada especialmente a eles e propusemos uma dinâmica, em que cada papai entrega o “brinquedo soprador” para o outro papai, aproveitando para se cumprimentar pela data e conhecer uns aos outros.

 

Equipe do Berçário da Educação Infantil do Sinodal

 

 

 

Jogos de mesa na Educação Infantil

Julho/2018

A turma do Infantil 4 Tarde B, durante este semestre, desenvolveu um projeto relacionado aos jogos de mesa, estes que envolvem regras, como por exemplo: memória, dominó, quebra-cabeça. Os jogos de regras fazem parte da cultura humana e, especialmente das brincadeiras infantis, é neste momento que a criança tem a possibilidade de desenvolver várias habilidades, nas áreas cognitiva, emocional, social e ética. Segundo Shonkoff, jogos com regras e desafios crescentes permitem às crianças exercitar habilidades como atenção, foco, memória operacional, cooperação e autocontrole.

 

A cada semana cinco crianças traziam de suas casas um jogo para compartilhar com os amigos e, na roda cada criança explicava as regras do seu jogo e depois em grupos jogavam. Era evidente a alegria e satisfação das crianças nestes momentos, vibravam com a sua pontuação e também ao ajudar o amigo a compreender e solucionar alguma situação do jogo. Houve uma grande diversidade de jogos; jogos cooperativos, competitivos, aqueles que tinham desafios. Os jogos competitivos nos proporcionaram uma importante reflexão sobre a competição, uma vez que neste contexto haverá o vencedor e o vencido, porém um não existe sem o outro, e, independentemente do resultado, as crianças estavam felizes em estar em grupo, chegar juntos a um objetivo e ter o prazer de participar e jogar com os amigos.

 

“De fato, a competição exige a presença do outro. Nenhuma criança poderá sair-se vencedora de um jogo se não houver uma outra que esteja competindo com ela. Nesse sentido, a competição ganha características de verdadeira cooperação. ” (FREIRE, 1989, p. 157)

O encerramento do projeto aconteceu numa tarefa em família, na qual as famílias foram convidadas a explorar, jogar um jogo com seu filho (a) em casa e depois registrar como foi esta experiência. Em sala de aula, na roda, as crianças puderam relatar como foi essa vivência, mostrando inclusive fotos deste momento. A brincadeira, o jogo, o brincar, auxiliam a criança na sua busca pela identidade levando-a a estabelecer relações com o meio e com as pessoas. Segundo Redin (1998), o brinquedo possui o valor de mediação, estabelecendo relações de socialização entre jogadores, criando noções de propriedade, de relacionamento, de respeito e de normas, e para isto é necessário que tenha sentido experimental, tenha valor de estruturação, tenha condições de relacionamento e seja lúdico, isto é, cause prazer.

 

Professora Josiane Isabel Dupont Coelho e equipe da Educação Infantil do Colégio Sinodal

 

 

Arquitetando Saberes

Junho/2018

A turma do Infantil 2 tarde B, da professora Kamila Robinson, iniciou o ano coletando diferentes coleções de objetos (conchas, pedras, galhos, folhas, tampinhas, cones, tubos, etc) com o intuito de que as crianças pudessem criar algo utilizando estes, que denominamos de materiais não estruturados. Pois, segundo Rudolf Steiner,

“[...] Tendo à sua frente o guardanapo fechado, a criança deve, por meio de sua fantasia, acrescentar algo que o transforme em figura humana. Essa atividade da fantasia tem efeito plasmador sobre as formas do cérebro. Este se ‘abre’ da mesma maneira como os músculos da mão se deixam permear por uma atividade conveniente. Se a criança ganha a chamada ‘linda boneca’, nada resta ao cérebro para fazer, e ele se atrofia e resseca em vez de desabrochar. [...] Todos os brinquedos que possuem apenas formas mortas e matemáticas ressecam e destroem as forças plasmadoras da criança, enquanto tudo o que suscita a idéia da vida atua de maneira sadia.” (2007, p. 28)

No início de abril, iniciamos, então, as sessões de Psicomotricidade Relacional, esta que foi criada por André Lapierre, educador francês, na década de setenta. Trata-se de uma prática educativa de valor terapêutico que envolve a construção da personalidade e o autoconhecimento. A partir destas sessões, permite-se crianças expressarem seus conflitos, medos, anseios, alegrias e vontades através do brincar, instigado por meio do jogo simbólico. Em nossas sessões, disponibilizamos diferentes materiais (cortina de papel higiênico, cones, salto na caixa, tecidos e um espaço para desenho).

Logo, por meio das sessões de psicomotricidade relacional, bem como com contato diário das coleções dos elementos naturais, sucatas e blocos de madeira a turma foi desenvolvendo a capacidade de criar, superando-se diariamente.

Foi a partir destas explorações, que a professora identificou o interesse das crianças em construir torres, prédios, casas, fábricas, hospitais, etc. O que deu origem ao projeto “Arquitetando saberes”, este vem ao encontro da curiosidade delas, provocando-as a pensar e perceber as diferentes construções, especialmente no meio em que estão inseridos.

Inicialmente, as crianças começaram a construir torres utilizando os cones disponibilizados na sala. Empilhavam cada vez mais alto, com o intuito de que as mesmas chegassem no teto da sala...

A professora, então, mostrou às crianças, por meio do youtube vídeos de diferentes torres ao redor do mundo. Com isso, surgiram dúvidas de “como se sobe na torre” e constataram que existem diferentes formas, como por meio de elevador ou escadas. Logo, a professora instigou as crianças a construírem suas próprias torres e que fizessem o registro das mesmas.

Seguindo a pesquisa sobre construções, mostrou novamente por meio do youtube construções de prédios ao redor do mundo. As crianças ficaram encantadas em perceber como os prédios eram construídos e logo quiseram partir para a ação... Construíram, com blocos de madeiras diferentes prédios.

O prédio construído abaixo, por exemplo, foi denominado pelos “construtores” como “prédio Uruguai”. Além de pensarem na moradia, as crianças preocuparam-se com o lazer dos moradores do prédio, construindo uma área de piscina fria e outra quente que, segundo as crianças, pode ser usada de dia, de noite e no inverno, tem também “uns brinquedos divertidos” para as crianças brincarem, um espaço com um “barracão” para quem gosta de acampar e ainda tem um deck para você poder chegar de barco no prédio e deixá-lo lá, se quiser.

Já na construção deste prédio abaixo, a criança teve outras ideias e preocupações. Relatando para a professora que “essa peça, segura essa peça, que segura essa peça...”, nos mostrando sua preocupação com a base de sustentação.

Percebendo o real interesse das crianças em compreender o mundo que os cerca, bem como afim de ir ao encontro de suas dúvidas e curiosidades, as crianças foram instigadas, cada vez mais, a entrarem em contato com esse “mundo” das construções. Então, tivemos uma visão área da nossa escola pelo Google maps e, em seguida, passeamos pela escola com o intuito de percebermos quais as diferentes construções que nela existem, fazendo o registro do mesmo.

Outro assunto que interessou as crianças foi constuções de pontes para que os carros pudessem passar. A partir da visualização do vídeo onde pudemos perceber como algumas pontes foram construídas, como a ponte de Laguna, as crianças também foram instigadas a construírem pontes e rios tanto dentro da sala utilizando os blocos, como na área externa.

Diferentes possibilidades de construções foram sendo instigadas, bem com o registro das mesmas. Na atividade abaixo, foi sugerido que as crianças selecionassem cinco peças de madeira e construíssem algo com as mesmas. Em seguida, fizeram o registro da mesma fazendo a correspondência das formas das mesmas.

Em suas construções, as crianças constataram que estava “escuro” dentro delas. A professora, então, questionou as crianças sobre qual a função das janelas nas casas e prédios, algumas hipóteses foram levantadas, como: “para olhar o pátio”, “pra ver quando a mamãe vai embora” (referindo-se à janela ao lado da porta da sala), “para ver lá fora” e “essas aqui de cima servem para iluminar”. Com isso, pesquisamos sobre a iluminação natural, que acontece por meio da janela.

O cimento é um elemento das construções que desperta muito interesse das crianças que, constantemente, questionam a professora sobre como ele é feito... Logo, realizamos uma vivência para que pudessem acompanhar uma construção com “cimento de verdade” – como elas mesmas dizem, ser realizada. Então, o Seu Paulo, da manutenção da escola veio ao encontro das crianças e construiu um “fogão à lenha”, que será utilizado para cozinharmos pinhão, milho, batata-doce e até marshmallow.

O que vem despertando a atenção da turma, recentemente, é o fato de perceberem que dentro das construções e das paredes há algo... As crianças tem sentido a necessidade de pensar no que está dentro das suas construções e, com isso, foram instigadas a desenhar, recortar e pensar no que existe dentro das mesmas.

Por meio do brincar, inúmeras possibilidades vão surgindo e a partir delas vamos construindo o nosso projeto. Pois,

 

A infância é um conjunto de possibilidades criativas que não devem ser abafadas. Todo ser humano tem necessidade vital de saber, de pesquisar, de trabalhar. Essas necessidades se manifestam nas brincadeiras, que não são apenas diversão, mas um verdadeiro trabalho. (GADOTTI, 1994, p.53)

                       

E assim seguimos pesquisando... Pensando nas possibilidades distintas de organização e as diferentes formas de estruturar o que pensamos. Colocando no papel, nos blocos de madeira ou em outros materiais as ideias que surgem em nossas mentes...

Equipe Educação Infantil - Colégio Sinodal

 

 

A Rotina no Berçário e o protagonismo do Bebê

30/5/2018

No Berçário Sinodal, as rotinas são organizadas de acordo com as necessidades de cada bebê e em consonância com os horários previstos para as atividades da escola, tais como refeições, aulas especiais e horário de descanso.

Nossas atividades se desenvolvem das 7h até as 19h, distribuídas em turno da manhã, da tarde e integral. A partir das 7h, os bebês dos turnos da manhã e integral são acolhidos e, os da tarde, a partir das 13h. Durante a rotina, os bebês recebem as refeições, fazem a higiene e descansam, além de participarem de diversas propostas de estimulação, exploração de materiais selecionados pelas professoras, atividades motoras, passeios, oficinas culinárias, brincadeiras no pátio etc. Em dois momentos na semana, ocorrem ainda aula de musicalização infantil e hora de leitura.

A rotina é fundamental para a organização e familiarização do processo de adaptação do bebê ao novo espaço, tornando-o protagonista de suas atividades e o estimulando gradativamente para a autonomia e habilidades pertinentes ao desenvolvimento integral do mesmo.

Mas por que brincar é tão importante? Algumas descobertas ocorrem para o bebê de maneira espontânea, como observar e manipular as mãos e pés e as primeiras tentativas de pegar e segurar objetos. Porém, momentos de brincadeiras e jogos específicos precisam ser ensinados a ele, seja com exemplos demonstrativos ou brincando junto. Organizar e brincar com o bebê é imprescindível para o desenvolvimento do pensamento lógico e para a criatividade. Dar significado ao momento de brincar auxilia no desenvolvimento de habilidades de representação e construção da linguagem, assim como no processo de reconhecimento de si e do outro, propiciando a interação entre as crianças.

O Projeto Hora da Leitura constitui uma proposta de incentivo ao hábito cotidiano da leitura, ao qual, duas vezes por semana, todo o Colégio Sinodal se dedica por um período de 15 minutos. No berçário, trata-se de um momento de hora do conto ou de exploração de materiais de letramento (livros infantis, livros de bebê ou mesmo revistas), em que, além do objetivo principal do projeto, podemos observar o desenvolvimento de outras habilidades, como concentração, interpretação de imagens e familiarização com o código verbal (letras e palavras).

As aulas de música têm um apreço especial por parte dos bebês. Ministradas pela professora especialista, elas possibilitam o aumento do repertório musical, além de aprimorar conceitos de tempo, intensidade, pausa/silêncio; ampliar o vocabulário oral; interpretar e reproduzir gestos e emoções; iniciar as primeiras experiências de danças de roda e coreografias; manipular e experimentar instrumentos musicais.

Durante os momentos de refeições, os bebês maiores são estimulados a comer sozinhos, de modo que já iniciem o processo de autonomia. Por consequência, os menores observam as conquistas de seus colegas e gradativamente são desafiados a segurar com as próprias mãos pequenas porções de frutas e o franguinho assado. Ao final das refeições, cada bebê entrega seu copo de água, para que seja guardado na cozinha - alguns já o fazem caminhando, outros no colo de sua professora.

Outra ocasião para o protagonismo ocorre na hora de descanso. Após o período de adaptação, os bebês já reconhecem objetos pessoais (roupa de cama e travesseiro) e começam a se dirigir sozinhos para suas camas. Nem todos dormem neste período, mas precisam aguardar alguns minutinhos, até que todos sejam acomodados. A maioria adormece sozinha e são apenas acompanhados por uma professora, que permanece na sala durante todo o período de “soninho”.

Os momentos de higiene são outro grande estímulo ao processo de autonomia e protagonismo dos bebês. Alguns já reconhecem o espaço de seu escaninho e, quando ao alcance, pegam sua fralda e lenço umedecido. Durante a higiene oral, recebem suas escovas e realizam a escovação inicial “sozinhos”, cabendo à professora uma revisão final e o auxílio no uso do sabonete para lavar as mãos e o rosto.

O protagonismo do bebê nas atividades cotidianas permite, além do desenvolvimento da autonomia, que o mesmo perceba suas capacidades, fazendo com que não seja um mero receptor de estímulos ao longo do processo de organização de sua rotina, mas que as aprendizagens se desenvolvam a partir das inter-relações entre ele e o meio que o cerca.

Equipe do Berçário Sinodal

 

 

 

Com elas, todos os dias são especiais!

11/5/2018

Aproximando-se da data mais afetuosa do ano, a turma do Berçário organizou suas atividades e planejou um momento especial para celebrar e homenagear nossas mamães, o que aconteceu dia 10 de maio em nossa sala. Um mês antes, escolhemos nosso repertório de atividades alusivas ao Dia das Mães e com as mesmas elaboramos um momento especial para vivenciarmos com elas. Afinal de contas, nossas vivências são a origem dos processos de elaboração e conservação das múltiplas aprendizagens do bebê.

Ao longo da semana, realizamos alguns momentos de rodinhas observando nossas fotos com as mamães, conhecemos alguns livros dedicados a elas e novamente colocamos “a mão na massa” fazendo deliciosos biscoitos, além de experimentar um chocalho/maraca personalizado. Mas, com certeza, o ápice de nossas atividades e que fechou com chave de ouro em formato de coração as atividades organizadas nestas duas últimas semanas, foi a aula em grupo na noite de ontem.

Os momentos das aulas de música têm um apreço especial por parte dos bebês e, também de suas famílias que observam a alegria e as primeiras tentativas de entoar as canções. Baseado nessa observação, foi realizada uma aula de música coletiva entre mamães e bebês, com um repertório de domínio comum e canções com objetivos específicos, visando construir alguns conceitos tais como ritmo, sons fracos e fortes, silêncio e barulho, gestos e emoções. Tornou-se um momento de troca de afeto, alegrias, sorrisos e contemplação.

E como não basta ser mãe e é preciso participar, tivemos os momentos de “Toca, toca, toca” com chocalho personalizado com fotos da mamãe e o bebê, “Dois Patinhos na Lagoa” e a “Dança dos grilos”. Para finalizar, cada bebê entregou à sua mamãe uma linda rosa e os biscoitos feitos em nossa oficina de culinária. Confira alguns registros desse momento ímpar, recheado de afeto e aprendizagens!

 

Adaptação no Berçário

14/2/2018

No dia 14 de fevereiro de 2018 iniciamos oficialmente nossas atividades no Berçário Sinodal. Após a realização de entrevistas com os pais, nas quais tivemos os primeiros contatos com os novos bebês, deu-se início o processo de adaptação.

 

Algumas carinhas já nos eram familiares, pois estiveram conosco desde o ano que passou, porém outros estavam chegando em um espaço totalmente desconhecido e novo, precisando de um olhar atento e carinhoso para que pudessem se sentir bem.

 

O período de adaptação é um processo gradual em que os bebês têm contato, muitas vezes pela primeira vez, com um ambiente novo e desconhecido, precisando de atenção e carinho para se sentirem seguros e acolhidos.

Nesse processo, não só os bebês, mas também os pais, mães e familiares passam pelo processo de adaptação, pois esses, muitas vezes sentem-se inseguros ao verem o filho chorando nos primeiros dias. Isso tudo faz parte da adaptação. Adaptar-se ao novo, ao desconhecido. Adaptar-se a uma nova rotina, a um novo espaço.

O olhar atento e a confiança nesse processo são fundamentais para que a adaptação seja tranquila e prazerosa para as crianças e suas famílias. Fortalecendo os laços entre o bebê, sua professora e o espaço pedagógico.

 

O Berçário é um espaço onde nossos bebês têm contato com descobertas e vivências significativas, com as quais possam se desenvolver nas mais diferentes áreas. Durante esse período de adaptação muitas experimentações já foram propostas. 

 

Desejamos um ano repleto de alegrias e brincadeiras!

Equipe Berçário Sinodal - 29/3/2018