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Diário do Infantil

Explorando novos conhecimentos através da Música

Maio/2019

Como a turma do infantil 1 Manhã mostrou muito interesse em cantar e ouvir música, pensamos em explorá-las de diferentes maneiras (investigando, pesquisando e explorando).

Esse estudo está muito divertido, pois passeamos pela escola a procura de alguns bichinhos que cantamos em algumas músicas, descobrimos as cores desses bichinhos, quantas patinhas tem, como é seu corpinho, etc.

A cada estudo, ficamos mais e mais empolgados com o que descobrimos. Elaboramos com sucata os bichinhos pesquisados. Veja algumas fotos do nosso estudo:

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Viajando pelo mundo

Maio/2019
 
Um dos objetivos do infantil 4, é perceber e observar o mundo que está a sua volta, ampliando seus conhecimentos, criando novas hipóteses e lendo o mundo de forma crítica em relação ao meio.

 

Após demonstrar interesse por um quebra cabeça do mapa do Brasil da sala de aula, as crianças do I4MA e I4TA, passaram a elaborar diversos questionamentos em relação a diferentes países e estados, querendo saber as localizações em relação ao nosso país. A partir disso, as crianças passaram a trazer diversos relatos de viagens que já haviam realizado. Também conhecemos uma personagem que gosta muito de viajar: a Bruxa Onilda. Já conhecemos as viagens em que ela foi para a praia e para Paris.
 
Estimulados por suas aventuras (campeonato de construção de castelos, visita ao museu do Louvre e participação no desfile de modas), realizamos também um campeonato de construção de castelos de areia, fizemos uma visita virtual no museu do Louvre, no qual conhecemos o quadro da Mona Lisa e a estátua Vênus de Milo, fomos conhecer o museu do Sinodal, que conta a história do colégio, e organizamos um lindo desfile de chapéus temáticos!
 
E vem mais por aí, nossa próxima parada será em Nova Iorque, com o desafio de criar muitas experiências!
 
 
 

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Vamos construir pontes?

Maio/2019
 
Nas primeiras aulas de música a professora Alessandra cantou a canção:  “Vamos construir uma ponte em nós”. As crianças se encantaram por essa música e cantavam-na em todos os momentos da rotina. Nos momentos de meditação com o pastor, o tema da igreja “Deixo com vocês a Paz, a minha paz lhes dou” foi enfatizado, com reflexões sobre as “pontes” que construímos com as outras pessoas. Aproveitando essas reflexões e a necessidade da turma em aprimorar seus laços de amizade surgiu o Projeto: “Vamos construir pontes?”. 
 
No decorrer do processo, as crianças tiveram a possibilidade de construir conhecimentos sobre diferentes pontes, criar pontes a partir de materiais da sala, com materiais alternativos e brincar nas “pontes” explorando diversos movimentos corporais. Queremos culminar o projeto pensando na “ponte” que nos leva até o outro abordando a questão dos relacionamentos.
 
 
 
 
 
 
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Um peixinho chamado Zoe

Maio/2019

O Infantil 2 Manhã está com uma companhia muito especial na sala de aula, um peixinho chamada Zoe. Esse peixinho veio para ajudar a turma a se organizar em alguns momentos. A turminha ficou muito motivada com a chegada da nova integrante, observaram suas características, pesquisaram um pouquinho sobre cuidados com peixes que vivem em aquário, aprenderam a importância de dar a quantidade exata de comida e, são os ajudantes do dia os responsáveis pelos cuidados que precisam ter com Zoe.
 
Com o passar dos dias, perceberam que Zoe estava nadando de um lado para outro sem parar, “ela está assustada”, disse uma criança da turma. A partir dessa fala, a turminha começou a pensar sobre cuidados necessários com os próprios sentimentos e os dos outros, porque ficamos assustados, tristes, felizes, bravos, chateados... A proposta de ter um bichinho na sala está sendo tão significativa que, quando tem muito barulho na sala, as próprias crianças já percebem que precisam se acalmar para não assustar o peixinho e os amigos.
 
 
 
 
 

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Dia das Mães no Berçário

Maio/2019
 
E o pequeno peixe branco foi nadando pelo mar. Encontrou vários amigos, até finalmente a mamãe encontrar.
 
Com essa história, iniciamos nossa homenagem e, como o peixinho, os bebês também foram passear, até sua mamãe encontrar, dentro de uma concha do mar.
 
Ao longo da semana, preparamos muitas surpresas para homenageá-la. Fizemos um bolinho delicioso na oficina culinária e ensaiamos uma música especial: “Eu tenho um barrigão”.
 
A mamãe é muito importante para nós, pois, dentro dela, nosso coração bateu. Hoje, ele bate aqui fora e o amor e carinho aumentam mais e mais a cada dia.
 
Feliz dia das mães!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Vamos brincar com água?

Maio/2019
 
Turma: Infantil 1 Tarde B
Professoras: Josiele e Cintia
 
Logo nos primeiros dias de aula observamos que as crianças tinham muito interesse em brincar nas torneiras do pátio, utilizando a água em suas brincadeiras, faziam poças e misturavam água com areia e terra. Durante estes momentos era possível observar o interesse e encantamento das crianças por brincadeiras que envolvessem a água.
 
A partir de um olhar sensível para o interesse das crianças, desenvolvemos atividades em que elas tivessem a oportunidade de explorar a água de diferentes formas, além de descobrir e desenvolver habilidades sensoriais. As crianças se divertiram muito com o projeto. 
 
Seguem as fotos de algumas atividades que se destacaram no decorrer do projeto.
 
  • Exploração de gelo colorido
  • Banho nas bonecas
  • Lavando a louça na “pia”
  • Pintura no chão, utilizando água e pincel
  • Pintura com água colorida
  • Exploração de água e barro, utilizando utensílios de cozinha

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Vamos viajar sem sair do lugar? Conhecendo diferentes lugares do Brasil

Maio/2019
 
Uma das propostas do Infantil 4 é trabalhar a “leitura de mundo”, visto que, a criança na faixa etária de cinco e seis anos já começa a levantar hipóteses do que existe para além do lugar onde ela mora, formulando perguntas sobre o mundo que está ao seu redor. Dessa forma, os alunos da turma Infantil 4 Manhã/B, instigados por um jogo de quebra-cabeça que montava o mapa do Brasil e as bandeiras de seus estados, começaram a levantar perguntas sobre aquela imagem. Assim, iniciamos uma viagem pelos diferentes lugares do Brasil. Partindo das viagens que as crianças da turma já realizaram com seus familiares, estamos conhecendo características das diferentes regiões do Brasil: música, dança, festas, culinária, costumes, brincadeiras e pontos turísticos.
 
Além disso, a cada região estudada, ouvimos uma história do livro “Crianças do Brasil: Suas histórias, Seus brinquedos, Seus sonhos”, de José Santos.  Neste livro, crianças de diferentes estados do Brasil relatam vivências específicas da sua localidade, o que enriquece o conhecimento das crianças pois, após a leitura de cada história, elas são convidadas a vivenciarem algo relatado pela criança da história, como a modelagem de bonecas de barro, jogos de futebol, ou a culinária que identifica a região estudada. E as aventuras pelo Brasil irão continuar nas próximas semanas. Como seguimento desse projeto, as crianças serão incentivadas a escreverem cartas para se comunicarem com crianças de outros estados do país e, assim, trocarem informações sobre suas vivências, local onde estudam, brincadeiras favoritas e lugar onde vivem.  
 
 

 

A Páscoa no Berçário

 
Maio/2019
 
“De olhos vermelhos, de pelo branquinho, de orelhas bem grandes, eu sou o coelhinho [...].”
 
Uma música encantadora, que motivou nossos bebês nas atividades alusivas à Páscoa, e que nos traz a ideia de que nossos pequenos coelhos possuem características que são somente deles: pequenos, fofinhos e aprendizes... construindo a cada vivência suas aprendizagens e hábitos.
 
 
Além das atividades especialmente planejadas para este período especial (tais como conhecer o coelhinho, sentir texturas, realizar movimentos e gestos corporais e uma variedade de experiências com materiais plásticos e naturais), a Páscoa no Berçário Sinodal também é sinônimo de fortalecimento de hábitos saudáveis.
 
 
Partindo do pressuposto de que o hábito cotidiano estrutura uma aprendizagem consistente, uma das principais preocupações que possuímos refere-se à construção de uma rotina alimentar saudável, balanceada e que favoreça o desenvolvimento de um paladar gradativamente estimulado. Com este intuito, as práticas de oficina culinária que resultaram na construção dos ninhos dos bebês foram organizadas com receitas criteriosamente selecionadas, ofertando uma possibilidade de um ninho delicioso e respeitando o paladar do bebê.
 
O Suco do Coelho e os Cookies de Cenoura desmistificam a ideia de que a Páscoa precisa ser recheada de guloseimas e muito chocolate. Além de que a personalização dos saquinhos de tecido por parte das famílias deu charme e diversidade complementar às garrafinhas de vidro recicladas; e, pelos relatos que recebemos, ficou tudo uma delícia.
 
 
 
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Adaptação: respeito ao tempo e ao espaço do Bebê

Abril/2019

O processo de acolhimento e adaptação inicia para o bebê antes mesmo do ato de efetivação da matrícula. Inicia nas primeiras percepções e expectativas familiares no ato da visita, no conhecer o espaço e a proposta pedagógica da escola, momento em que ocorre a primeira acolhida, quando as principais angústias e inseguranças são sanadas. Inicia quando, ao entrar em seu espaço, o olhar do bebê desperta curiosamente para seus pares, manifestando a necessidade de afeto, segurança e interação, através de estímulos e propostas que vinculam educar e cuidar, entendendo ambos como processos singulares, porém indissociáveis.

Em seguida, quando recebidos pela professora regente para o momento de entrevista, elencando as peculiaridades pertinentes a cada sujeito, pois “O reconhecimento da singularidade e da inteireza é primordial – na escola e na vida” (Severino Antônio), falar-se-á sobre o período de adaptação e o processo de acolhimento por uma referência.

Há que se destacar dois aspectos imprescindíveis:

  1. Período de adaptação: ocorre de maneira gradual, respeitando o tempo do bebê, pois, como afirma Sariane da Silva Pecoits: “Os adultos possuem relógios, as crianças possuem tempo” – ou seja, normalmente ocorre de maneira gradual e conforme as demandas de necessidade e adaptabilidade apresentadas pela criança. Não podemos definir o ritmo de adaptação sem considerar o principal envolvido: o bebê.
  2. Referência: o ingresso no ambiente escolar ou mesmo a migração de um espaço para outro geram desconforto e insegurança ao bebê. Para estabelecer um vínculo de afeto, priorizamos a adaptação com uma professora de referência, facilitando o equilíbrio emocional e o processo de empatia. Goldschmied e Jackson observam que “a sociabilidade verdadeira provém da experiência de receber afeto digno de confiança de algumas pessoas próximas”.

O processo de acolhida, adaptação e as propostas cotidianas contemplam concomitantemente as necessidades peculiares de cada bebê e os direitos de aprendizagem recentemente estabelecidos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC): conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Neste ano, durante a adaptação, estamos realizando o projeto “Berçário no fundo do mar” e, através desse tema, muitas experimentações, vivências e experiências já foram propostas. Com elas, os bebês puderam conhecer diferentes animais que vivem no mar, explorar diferentes sensações e experimentar diversas texturas, cores e sabores... vivências significativas e apreciadas pelos pequenos.

Confiram alguns registros:

Referências:

Antônio, Severino. In Bueno, Marcelo Cunha. No chão da escola: por uma infância que voa. São Paulo: Editora Passarinho, 2018.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – MEC / Brasil – 2017

Goldschmied, Elinor. Educação de 0 a 3 anos: o atendimento em creche. Porto Alegre: Artmed, 2006.

Pecoits, Sariane da Silva. In Carvalho & Focchi. Pedagogia do cotidiano na (e da) educação infantil. Em Aberto, Brasília – 2017.

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Papai, tu moras no meu coração

Agosto/2018

As semanas que antecederam nossa atividade de Dia dos Pais no Berçário foram repletas de criatividade e carinho.

 

Para começar, conhecemos a canção “Papai”, composta pela professora Alessandra Zabka (professora de Música) especialmente para esta ocasião. A partir dos primeiros contatos com a canção, aproveitamos cada momento disponível para “ensaiar”.

 

Utilizando uma fotografia do bebê com o papai, potes de sorvete, bolinhas de isopor e tule, confeccionamos um brinquedo carinhoso, onde o exercício e o desenvolvimento da habilidade de soprar permite a descoberta da imagem.

E é claro que tivemos uma oficina de culinária! Atendendo ao paladar masculino, preparamos deliciosos biscoitos de polvilho, perfeitos para um lanche no meio da tarde ou para um petisco enquanto se assiste ao futebol.

No final da tarde do dia 9 de agosto, quinta-feira, recebemos os papais na sala do Berçário para uma aula especial de música. Como este é um dos momentos mais apreciados pelos bebês, pensamos numa atividade em que os papais pudessem vivenciar esta experiência e, ao mesmo tempo, desfrutar de carinho e brincadeiras de roda, resgatando práticas de suas infâncias.

Cantamos nossas canções de acolhida e despedida, bem como o repertório de danças de roda mais apreciadas. Homenageamos os papais com a canção dedicada especialmente a eles e propusemos uma dinâmica, em que cada papai entrega o “brinquedo soprador” para o outro papai, aproveitando para se cumprimentar pela data e conhecer uns aos outros.

 

Equipe do Berçário da Educação Infantil do Sinodal

 

 

 

Jogos de mesa na Educação Infantil

Julho/2018

A turma do Infantil 4 Tarde B, durante este semestre, desenvolveu um projeto relacionado aos jogos de mesa, estes que envolvem regras, como por exemplo: memória, dominó, quebra-cabeça. Os jogos de regras fazem parte da cultura humana e, especialmente das brincadeiras infantis, é neste momento que a criança tem a possibilidade de desenvolver várias habilidades, nas áreas cognitiva, emocional, social e ética. Segundo Shonkoff, jogos com regras e desafios crescentes permitem às crianças exercitar habilidades como atenção, foco, memória operacional, cooperação e autocontrole.

 

A cada semana cinco crianças traziam de suas casas um jogo para compartilhar com os amigos e, na roda cada criança explicava as regras do seu jogo e depois em grupos jogavam. Era evidente a alegria e satisfação das crianças nestes momentos, vibravam com a sua pontuação e também ao ajudar o amigo a compreender e solucionar alguma situação do jogo. Houve uma grande diversidade de jogos; jogos cooperativos, competitivos, aqueles que tinham desafios. Os jogos competitivos nos proporcionaram uma importante reflexão sobre a competição, uma vez que neste contexto haverá o vencedor e o vencido, porém um não existe sem o outro, e, independentemente do resultado, as crianças estavam felizes em estar em grupo, chegar juntos a um objetivo e ter o prazer de participar e jogar com os amigos.

 

“De fato, a competição exige a presença do outro. Nenhuma criança poderá sair-se vencedora de um jogo se não houver uma outra que esteja competindo com ela. Nesse sentido, a competição ganha características de verdadeira cooperação. ” (FREIRE, 1989, p. 157)

O encerramento do projeto aconteceu numa tarefa em família, na qual as famílias foram convidadas a explorar, jogar um jogo com seu filho (a) em casa e depois registrar como foi esta experiência. Em sala de aula, na roda, as crianças puderam relatar como foi essa vivência, mostrando inclusive fotos deste momento. A brincadeira, o jogo, o brincar, auxiliam a criança na sua busca pela identidade levando-a a estabelecer relações com o meio e com as pessoas. Segundo Redin (1998), o brinquedo possui o valor de mediação, estabelecendo relações de socialização entre jogadores, criando noções de propriedade, de relacionamento, de respeito e de normas, e para isto é necessário que tenha sentido experimental, tenha valor de estruturação, tenha condições de relacionamento e seja lúdico, isto é, cause prazer.

 

Professora Josiane Isabel Dupont Coelho e equipe da Educação Infantil do Colégio Sinodal

 

 

Arquitetando Saberes

Junho/2018

A turma do Infantil 2 tarde B, da professora Kamila Robinson, iniciou o ano coletando diferentes coleções de objetos (conchas, pedras, galhos, folhas, tampinhas, cones, tubos, etc) com o intuito de que as crianças pudessem criar algo utilizando estes, que denominamos de materiais não estruturados. Pois, segundo Rudolf Steiner,

“[...] Tendo à sua frente o guardanapo fechado, a criança deve, por meio de sua fantasia, acrescentar algo que o transforme em figura humana. Essa atividade da fantasia tem efeito plasmador sobre as formas do cérebro. Este se ‘abre’ da mesma maneira como os músculos da mão se deixam permear por uma atividade conveniente. Se a criança ganha a chamada ‘linda boneca’, nada resta ao cérebro para fazer, e ele se atrofia e resseca em vez de desabrochar. [...] Todos os brinquedos que possuem apenas formas mortas e matemáticas ressecam e destroem as forças plasmadoras da criança, enquanto tudo o que suscita a idéia da vida atua de maneira sadia.” (2007, p. 28)

No início de abril, iniciamos, então, as sessões de Psicomotricidade Relacional, esta que foi criada por André Lapierre, educador francês, na década de setenta. Trata-se de uma prática educativa de valor terapêutico que envolve a construção da personalidade e o autoconhecimento. A partir destas sessões, permite-se crianças expressarem seus conflitos, medos, anseios, alegrias e vontades através do brincar, instigado por meio do jogo simbólico. Em nossas sessões, disponibilizamos diferentes materiais (cortina de papel higiênico, cones, salto na caixa, tecidos e um espaço para desenho).

Logo, por meio das sessões de psicomotricidade relacional, bem como com contato diário das coleções dos elementos naturais, sucatas e blocos de madeira a turma foi desenvolvendo a capacidade de criar, superando-se diariamente.

Foi a partir destas explorações, que a professora identificou o interesse das crianças em construir torres, prédios, casas, fábricas, hospitais, etc. O que deu origem ao projeto “Arquitetando saberes”, este vem ao encontro da curiosidade delas, provocando-as a pensar e perceber as diferentes construções, especialmente no meio em que estão inseridos.

Inicialmente, as crianças começaram a construir torres utilizando os cones disponibilizados na sala. Empilhavam cada vez mais alto, com o intuito de que as mesmas chegassem no teto da sala...

A professora, então, mostrou às crianças, por meio do youtube vídeos de diferentes torres ao redor do mundo. Com isso, surgiram dúvidas de “como se sobe na torre” e constataram que existem diferentes formas, como por meio de elevador ou escadas. Logo, a professora instigou as crianças a construírem suas próprias torres e que fizessem o registro das mesmas.

Seguindo a pesquisa sobre construções, mostrou novamente por meio do youtube construções de prédios ao redor do mundo. As crianças ficaram encantadas em perceber como os prédios eram construídos e logo quiseram partir para a ação... Construíram, com blocos de madeiras diferentes prédios.

O prédio construído abaixo, por exemplo, foi denominado pelos “construtores” como “prédio Uruguai”. Além de pensarem na moradia, as crianças preocuparam-se com o lazer dos moradores do prédio, construindo uma área de piscina fria e outra quente que, segundo as crianças, pode ser usada de dia, de noite e no inverno, tem também “uns brinquedos divertidos” para as crianças brincarem, um espaço com um “barracão” para quem gosta de acampar e ainda tem um deck para você poder chegar de barco no prédio e deixá-lo lá, se quiser.

Já na construção deste prédio abaixo, a criança teve outras ideias e preocupações. Relatando para a professora que “essa peça, segura essa peça, que segura essa peça...”, nos mostrando sua preocupação com a base de sustentação.

Percebendo o real interesse das crianças em compreender o mundo que os cerca, bem como afim de ir ao encontro de suas dúvidas e curiosidades, as crianças foram instigadas, cada vez mais, a entrarem em contato com esse “mundo” das construções. Então, tivemos uma visão área da nossa escola pelo Google maps e, em seguida, passeamos pela escola com o intuito de percebermos quais as diferentes construções que nela existem, fazendo o registro do mesmo.

Outro assunto que interessou as crianças foi constuções de pontes para que os carros pudessem passar. A partir da visualização do vídeo onde pudemos perceber como algumas pontes foram construídas, como a ponte de Laguna, as crianças também foram instigadas a construírem pontes e rios tanto dentro da sala utilizando os blocos, como na área externa.

Diferentes possibilidades de construções foram sendo instigadas, bem com o registro das mesmas. Na atividade abaixo, foi sugerido que as crianças selecionassem cinco peças de madeira e construíssem algo com as mesmas. Em seguida, fizeram o registro da mesma fazendo a correspondência das formas das mesmas.

Em suas construções, as crianças constataram que estava “escuro” dentro delas. A professora, então, questionou as crianças sobre qual a função das janelas nas casas e prédios, algumas hipóteses foram levantadas, como: “para olhar o pátio”, “pra ver quando a mamãe vai embora” (referindo-se à janela ao lado da porta da sala), “para ver lá fora” e “essas aqui de cima servem para iluminar”. Com isso, pesquisamos sobre a iluminação natural, que acontece por meio da janela.

O cimento é um elemento das construções que desperta muito interesse das crianças que, constantemente, questionam a professora sobre como ele é feito... Logo, realizamos uma vivência para que pudessem acompanhar uma construção com “cimento de verdade” – como elas mesmas dizem, ser realizada. Então, o Seu Paulo, da manutenção da escola veio ao encontro das crianças e construiu um “fogão à lenha”, que será utilizado para cozinharmos pinhão, milho, batata-doce e até marshmallow.

O que vem despertando a atenção da turma, recentemente, é o fato de perceberem que dentro das construções e das paredes há algo... As crianças tem sentido a necessidade de pensar no que está dentro das suas construções e, com isso, foram instigadas a desenhar, recortar e pensar no que existe dentro das mesmas.

Por meio do brincar, inúmeras possibilidades vão surgindo e a partir delas vamos construindo o nosso projeto. Pois,

 

A infância é um conjunto de possibilidades criativas que não devem ser abafadas. Todo ser humano tem necessidade vital de saber, de pesquisar, de trabalhar. Essas necessidades se manifestam nas brincadeiras, que não são apenas diversão, mas um verdadeiro trabalho. (GADOTTI, 1994, p.53)

                       

E assim seguimos pesquisando... Pensando nas possibilidades distintas de organização e as diferentes formas de estruturar o que pensamos. Colocando no papel, nos blocos de madeira ou em outros materiais as ideias que surgem em nossas mentes...

Equipe Educação Infantil - Colégio Sinodal

 

 

A Rotina no Berçário e o protagonismo do Bebê

30/5/2018

No Berçário Sinodal, as rotinas são organizadas de acordo com as necessidades de cada bebê e em consonância com os horários previstos para as atividades da escola, tais como refeições, aulas especiais e horário de descanso.

Nossas atividades se desenvolvem das 7h até as 19h, distribuídas em turno da manhã, da tarde e integral. A partir das 7h, os bebês dos turnos da manhã e integral são acolhidos e, os da tarde, a partir das 13h. Durante a rotina, os bebês recebem as refeições, fazem a higiene e descansam, além de participarem de diversas propostas de estimulação, exploração de materiais selecionados pelas professoras, atividades motoras, passeios, oficinas culinárias, brincadeiras no pátio etc. Em dois momentos na semana, ocorrem ainda aula de musicalização infantil e hora de leitura.

A rotina é fundamental para a organização e familiarização do processo de adaptação do bebê ao novo espaço, tornando-o protagonista de suas atividades e o estimulando gradativamente para a autonomia e habilidades pertinentes ao desenvolvimento integral do mesmo.

Mas por que brincar é tão importante? Algumas descobertas ocorrem para o bebê de maneira espontânea, como observar e manipular as mãos e pés e as primeiras tentativas de pegar e segurar objetos. Porém, momentos de brincadeiras e jogos específicos precisam ser ensinados a ele, seja com exemplos demonstrativos ou brincando junto. Organizar e brincar com o bebê é imprescindível para o desenvolvimento do pensamento lógico e para a criatividade. Dar significado ao momento de brincar auxilia no desenvolvimento de habilidades de representação e construção da linguagem, assim como no processo de reconhecimento de si e do outro, propiciando a interação entre as crianças.

O Projeto Hora da Leitura constitui uma proposta de incentivo ao hábito cotidiano da leitura, ao qual, duas vezes por semana, todo o Colégio Sinodal se dedica por um período de 15 minutos. No berçário, trata-se de um momento de hora do conto ou de exploração de materiais de letramento (livros infantis, livros de bebê ou mesmo revistas), em que, além do objetivo principal do projeto, podemos observar o desenvolvimento de outras habilidades, como concentração, interpretação de imagens e familiarização com o código verbal (letras e palavras).

As aulas de música têm um apreço especial por parte dos bebês. Ministradas pela professora especialista, elas possibilitam o aumento do repertório musical, além de aprimorar conceitos de tempo, intensidade, pausa/silêncio; ampliar o vocabulário oral; interpretar e reproduzir gestos e emoções; iniciar as primeiras experiências de danças de roda e coreografias; manipular e experimentar instrumentos musicais.

Durante os momentos de refeições, os bebês maiores são estimulados a comer sozinhos, de modo que já iniciem o processo de autonomia. Por consequência, os menores observam as conquistas de seus colegas e gradativamente são desafiados a segurar com as próprias mãos pequenas porções de frutas e o franguinho assado. Ao final das refeições, cada bebê entrega seu copo de água, para que seja guardado na cozinha - alguns já o fazem caminhando, outros no colo de sua professora.

Outra ocasião para o protagonismo ocorre na hora de descanso. Após o período de adaptação, os bebês já reconhecem objetos pessoais (roupa de cama e travesseiro) e começam a se dirigir sozinhos para suas camas. Nem todos dormem neste período, mas precisam aguardar alguns minutinhos, até que todos sejam acomodados. A maioria adormece sozinha e são apenas acompanhados por uma professora, que permanece na sala durante todo o período de “soninho”.

Os momentos de higiene são outro grande estímulo ao processo de autonomia e protagonismo dos bebês. Alguns já reconhecem o espaço de seu escaninho e, quando ao alcance, pegam sua fralda e lenço umedecido. Durante a higiene oral, recebem suas escovas e realizam a escovação inicial “sozinhos”, cabendo à professora uma revisão final e o auxílio no uso do sabonete para lavar as mãos e o rosto.

O protagonismo do bebê nas atividades cotidianas permite, além do desenvolvimento da autonomia, que o mesmo perceba suas capacidades, fazendo com que não seja um mero receptor de estímulos ao longo do processo de organização de sua rotina, mas que as aprendizagens se desenvolvam a partir das inter-relações entre ele e o meio que o cerca.

Equipe do Berçário Sinodal

 

 

 

Com elas, todos os dias são especiais!

11/5/2018

Aproximando-se da data mais afetuosa do ano, a turma do Berçário organizou suas atividades e planejou um momento especial para celebrar e homenagear nossas mamães, o que aconteceu dia 10 de maio em nossa sala. Um mês antes, escolhemos nosso repertório de atividades alusivas ao Dia das Mães e com as mesmas elaboramos um momento especial para vivenciarmos com elas. Afinal de contas, nossas vivências são a origem dos processos de elaboração e conservação das múltiplas aprendizagens do bebê.

Ao longo da semana, realizamos alguns momentos de rodinhas observando nossas fotos com as mamães, conhecemos alguns livros dedicados a elas e novamente colocamos “a mão na massa” fazendo deliciosos biscoitos, além de experimentar um chocalho/maraca personalizado. Mas, com certeza, o ápice de nossas atividades e que fechou com chave de ouro em formato de coração as atividades organizadas nestas duas últimas semanas, foi a aula em grupo na noite de ontem.

Os momentos das aulas de música têm um apreço especial por parte dos bebês e, também de suas famílias que observam a alegria e as primeiras tentativas de entoar as canções. Baseado nessa observação, foi realizada uma aula de música coletiva entre mamães e bebês, com um repertório de domínio comum e canções com objetivos específicos, visando construir alguns conceitos tais como ritmo, sons fracos e fortes, silêncio e barulho, gestos e emoções. Tornou-se um momento de troca de afeto, alegrias, sorrisos e contemplação.

E como não basta ser mãe e é preciso participar, tivemos os momentos de “Toca, toca, toca” com chocalho personalizado com fotos da mamãe e o bebê, “Dois Patinhos na Lagoa” e a “Dança dos grilos”. Para finalizar, cada bebê entregou à sua mamãe uma linda rosa e os biscoitos feitos em nossa oficina de culinária. Confira alguns registros desse momento ímpar, recheado de afeto e aprendizagens!

 

Adaptação no Berçário

14/2/2018

No dia 14 de fevereiro de 2018 iniciamos oficialmente nossas atividades no Berçário Sinodal. Após a realização de entrevistas com os pais, nas quais tivemos os primeiros contatos com os novos bebês, deu-se início o processo de adaptação.

 

Algumas carinhas já nos eram familiares, pois estiveram conosco desde o ano que passou, porém outros estavam chegando em um espaço totalmente desconhecido e novo, precisando de um olhar atento e carinhoso para que pudessem se sentir bem.

 

O período de adaptação é um processo gradual em que os bebês têm contato, muitas vezes pela primeira vez, com um ambiente novo e desconhecido, precisando de atenção e carinho para se sentirem seguros e acolhidos.

Nesse processo, não só os bebês, mas também os pais, mães e familiares passam pelo processo de adaptação, pois esses, muitas vezes sentem-se inseguros ao verem o filho chorando nos primeiros dias. Isso tudo faz parte da adaptação. Adaptar-se ao novo, ao desconhecido. Adaptar-se a uma nova rotina, a um novo espaço.

O olhar atento e a confiança nesse processo são fundamentais para que a adaptação seja tranquila e prazerosa para as crianças e suas famílias. Fortalecendo os laços entre o bebê, sua professora e o espaço pedagógico.

 

O Berçário é um espaço onde nossos bebês têm contato com descobertas e vivências significativas, com as quais possam se desenvolver nas mais diferentes áreas. Durante esse período de adaptação muitas experimentações já foram propostas. 

 

Desejamos um ano repleto de alegrias e brincadeiras!

Equipe Berçário Sinodal - 29/3/2018