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Pelo correio: Alunos recebem retorno de cartas enviadas a jovens de Brumadinho/MG

Lembra do nosso Projeto Cartas para Brumadinho, quando as turmas do 8º e 9º Anos do Ensino Fundamental escreveram cartas com mensagens de carinho e esperança para jovens vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho/MG, no início do ano? A comunidade IECLB da área atingida em Minas Gerais recebeu as cartas dos nossos alunos e, na Páscoa, entregou para as famílias da região. E, agora, uma bonita troca está acontecendo nesse projeto. Nas últimas semanas, nossos alunos começaram a receber em suas casas as cartas respondidas pelos jovens de Brumadinho/MG.
 
Fato que deixou eles muito felizes e surpresos. "Fiquei muito feliz, pois não imaginava que receberia um retorno. Me surpreendeu. Um dia cheguei em casa e tinha uma carta para mim. É uma sensação muito boa de ler aquelas palavras e saber que pude, de certa forma, ajudar alguém com o carinho das palavras", conta Maria Carolina, da turma 91. Para Thayssan Luz dos Santos, também da turma 91, a troca de cartas foi uma experiência muito diferente do que já viveu até então. "Também já passei por uma tragédia na cidade em que eu morava, uma enchente. Então me coloquei no lugar dessas jovens vítimas de Brumadinho e é como se eu entendesse exatamente o que elas estavam sentido. Tentei confortar com palavras de apoio", contou ele. Luísa Lampert parabenizou os professores pela iniciativa do projeto. "Achei uma iniciativa muito legal. Para mim foi gratificante receber um retorno da pessoa para quem eu escrevi", conta ela.
 
Sobre o Projeto
 
Um dos aspectos mais importantes no processo de consolo do luto é a solidariedade. Sabendo disso, a Rede Sinodal, em conjunto com Professores de Língua Portuguesa e alunos do Colégio Sinodal São Leopoldo se uniram para colocar em prática o Projeto Uma Carta para Brumadinho, campanha muito bonita, de cuidado e empatia com as vítimas da tragédia na cidade mineira, desenvolvida pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), igreja mantenedora do Colégio Sinodal.
 
Ao todo, cerca de 200 cartas foram escritas pelos alunos. A Professora de Língua Portuguesa e Produção Textual, Carmen Breunig, explica que a sensibilização dos alunos se deu através da pesquisa e discussão de reportagens e vídeos sobre a tragédia. “Após esse primeiro momento, em sala de aula e em grupos, os alunos compartilharam o que encontraram e o que leram, retirando aspectos relevantes para enriquecimento da produção textual. Desse trabalho, saíram escritas significativas, com emoção e palavras de esperança”, completa Carmen. 
 
Segundo a Professora de Língua Portuguesa e Produção Textual, Eva Acorsi, a atividade foi extremamente importante.  “Eles perceberem o quanto, com coisas simples, se pode ser solidário e, ao mesmo tempo, se sentir mais próximo da situação. O bacana é que alguns pegaram exemplos pessoais e aspectos da própria vida para transformar em palavras de apoio e conforto, que era o objetivo inicial do projeto: Gerar empatia e se colocar no lugar do outro. Um convite à reflexão sobre superar dificuldades”, avalia Eva.