• Avenida Doutor Mário Sperb, 874 - Morro do Espelho
  • (51) 3592-1584
  • sinodal@sinodal.com.br

Artigo: Aventuras TecEst (Tecnologia e Estratégia) nos Anos Iniciais

Por Angela Dillenburg, Professora de Tecnologia e Estratégia do Sinodal.

Muita gente tem falado sobre as dificuldades em dar aula de forma remota, virtual, longe do território da escola. Mas, é preciso falar das boas práticas, e as reações da gurizada frente ao que é proposto.

Durante o mês de junho, a partir da Semana Mundial do Meio-Ambiente @s alun@s dos primeiros aos quintos anos, pensaram, alguns leram, alguns ouviram falar sobre os dados sobre a diminuição da poluição no  mundo, com o isolamento social. Ou seja, menos lixo na rua, no ar, nas águas. Teve um fenômeno, que repercutiu muito que ocorreu em Veneza, onde uma água-viva foi filmada por uma zoóloga em um dos canais da cidade, que estão mais cristalinas pelo pouco fluxo de barcos e turistas.

Em contraponto, o lixo doméstico aumentou proporcionalmente, a medida que as pessoas ficaram em suas casa. E com o uso maior dos eletrônicos (aulas remotas e home office,) a aquisição e substituição de notebooks e smartfones aumentou. Fizemos uma “blitz” pelas casas e descobrimos muito lixo eletrônico, não descartado. Descobrios que nossa comunidade escolar já entende que não podemos simplesmente descartar esse tipo de lixo, no lixo comum. 

Foi propost0, em cada ano, atividades diversas com as crianças dando um novo significado para esse lixo. Mas, não apenas montagem de robôs ou bonecos com a “sucata” eletrônica mas avançamos nas ideias e mostramos algumas invenções e produções artísticas.

Nos PRIMEIROS ANOS. No início das aulas, os pequenos foram desafiados a montar um robô mascote das aulas de TecEst, junto com a família usando sucata de eletrônicos e outras embalagens. Nossa, foi muito legal. E depois, a Frau Ana Karina, professora de Língua Alemã, desafiou a criação de um foguete. Foi a combinação que faltava; Os alunos criaram histórias para salvar o mundo da poluição com o robô e com o foguete.

Já nos SEGUNDOS ANOS, a sucata eletrônica virou “obra de arte”. Poderia ser um quadro, uma escultura, uma “instalação”, em que a criação teria que reproduzir algo vivo. Surgiram flores, árvores, animais, e até gente! 

 

Os TERCEIROS ANOS, reaproveitaram o lixo eletrônico, dando uma nova funcionalidade. Criaram uma invenção que imitasse um elemento da natureza! 

Quando os QUARTOS ANOS, receberam o desafio para criar um brinquedo, com os materiais encontrados em casa, primeiro o pessoal ficou pensando que não conseguiriam, que seria muito difícil. Nossa, teve tanto brinquedo legal, que já estamos pensando em fazer uma oficina de brinquedo, para doar depois do fim da pandemia para aqueles que não tem brinquedos.

E por fim, os QUINTOS ANOS , foram provocados a criar algum objeto virtual,  “tipo ficção científifca”, como eles mesmo denominaram, que servisse para alegrar a vida das pessoas em tempos de isolamento social. Ou que fosse um tipo de companhia para quem estivesse sozinho. Depois produziram propagandas em vídeo sobre o “produto criado”. Detalhe: não ser vendido e sim, doado. Surgiram árvores de sucata com mensagens de otimismo, porta-retratos luminosos e interativos com fotos dos familiares e amigos distantes. Foi emocionante. 

Qual foi a conclusão de tudo isto? Muito compartilhamento, pois todos apresentaram “ao vivo”, durante as aulas online, explicando, mostrando o material reutilizado, e sua nova finalidade. Os olhos brilharam. Muita vontade de poder continuar fazendo “de verdade”, de forma real, para que mais pessoas possam ter os sorrisos dados por eles, depois de um conhecer a produção do outro. Em tempos de pandemia, de distanciamento, aproximações foram feitas de dentro das casas e famílias, pensando que tudo pode ser diferente se eu souber reinventar o lixo eletrônico, desde uma aventura para salvar o planeta, até um telefone velho que virou um “mensageiro” com gravações e canções para alegrar a vida dos que estão distantes do mundo real.