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Palavra do Diretor

 
Prof. Ivan Renner
Diretor Geral do Colégio Sinodal
 

Portas que se fecham e portas que se abrem. O que se viu e o que se vê? Quais as perspectivas?

Antes de entrarmos no Ano Civil Novo e no Ano Letivo Novo, propriamente dito, importa que façamos alguns poucos e rasos comentários contextuais.

O que o contexto econômico e político está a apontar? – como diria o português.

Sem sombra de dúvidas, o ano de 2019 nos mostrou alguns reveses complicados. Todos se lembram dos três desastres ecológicos que mais chamaram a atenção do povo brasileiro, a saber: a) o rompimento da Barragem de Brumadinho com, até hoje, 259 mortes e ainda 11 desaparecidos; b) as queimadas na Amazônia e toda a polêmica nacional e global a respeito; c) o “derramamento” de petróleo no nordeste brasileiro, que atingiu quase todas as praias da região.

Essas são tristes páginas que cada qual teve que ler e interpretar no todo ou em parte, mas muitos tiveram que agir, sobretudo os órgãos públicos, responsáveis e uma infinidade de pessoas, a partir de seu senso de solidariedade.

No que se refere ao cenário econômico brasileiro e interno, emergem algumas perspectivas promissoras, apesar do alto índice de desemprego ainda existente que atormenta o povo brasileiro. Aos poucos, os setores intensivos de mão de obra, como o comércio e a construção civil, dão tênues sinais de retomada nas contratações. Tratando-se de números, há uma queda de 13 milhões para 11,9 milhões desempregados. Por isso, o economista-chefe da Genial Investimentos e professor da PUC/Rio diz:

“O mercado de trabalho está ganhando tração”.

Em suma, podemos dizer que estamos percebendo algumas – mesmo que tênues – melhoras e perspectivas de evolução, numa tentativa de “destravar o País”, segundo alguns economistas do próprio governo, senão vejamos:

a) o desemprego diminuindo um pouco, principalmente no setor imobiliário e no setor da construção civil, que sempre é o grande vetor do emprego e da evolução econômica;

b) a estatística aponta para a diminuição perceptível da violência, sobretudo de homicídios;

c) a taxa Selic de 4,5%, representa uma taxa de juros real abaixo de 1% e a taxa de juros do mercado imobiliário com boa redução;

e) o buraco das contas públicas está começando a ficar menor pelo fato de a máquina pública estar sendo mais enxugada;

f) a Reforma Previdenciária Nacional “dolorida” para muitos, mas necessária, trouxe uma possibilidade de economia futura mais robusta para o País, segundo analistas situacionistas. Isso também está fazendo com que os governadores e prefeitos consigam aliar-se a essa política, tentando adequar os seus sistemas previdenciários nas mesmas bases possíveis.

No plano internacional, as incertezas da guerra comercial entre EUA e China nos deixaram deveras preocupados. O dólar, que chegou a R$ 4,30, nos comprovou isso. Contudo, agora, no início do ano, parece que os acertos ocorrerão.

Crise na Argentina...

E, de ontem para hoje (03/01), novo barulho. As bolsas caíram por causa da morte do segundo homem mais poderoso do Irã, Qassem Soleimani, ato assumido pelos EUA, como revide à morte de outro militar americano pelas forças iranianas.

Vejamos como tudo irá continuar. De um lado, os iranianos prometem revanche e, do outro, ouvimos que a Europa e, sobretudo, o Papa, por via diplomática, fará tudo para apaziguar a situação.

Isso me faz lembrar do provérbio português:

“Durma-se com um barulho desses”.

Ou, onde tudo isso irá parar? Porque, de uma ou de outra forma, todos serão, mais ou menos, atingidos por causa do petróleo.

Mas, mesmo assim, tudo isso e mais o apontamento que Analistas de Mercado estimam, é possível que tenhamos um crescimento do PIB acima de 2,3%.

Em suma, querem fazer crer que teremos um ano com a economia mais acelerada, a partir de uma leve retomada no emprego.

Veremos...!

E no Sinodal? O Prado/Gravataí, como está indo?

No que se refere ao Sinodal, em 2019 – no ano em que a nossa Unidade de Portão (Colégio Sinodal, de Portão), completou 9 anos de efetiva e qualitativa atuação educacional –, deu o maior passo estratégico de sua história: começou a construir a Unidade do Colégio Sinodal, de Gravataí, a saber: o Colégio Sinodal Prado/Gravataí.

A Pedra Fundamental, que foi lançada em 3 de setembro do ano passado em meio a muitos convidados, atestou, mais uma vez, a importância do empreendimento e da maneira como as pessoas em geral acreditam no processo educacional de comprovada qualidade do Sinodal.

O ato, em si, queria também mostrar a todos que, de fato e de verdade, o Sinodal estava aí para mostrar que os primeiros pilares estavam sendo erguidos e que estamos envidando todos os esforços e os meios para que, no final de 2020, estejamos prontos para a inauguração e, ao mesmo tempo, começarmos as aulas no ano letivo de 2021, em todas séries, desde que atinjamos o mínimo de alunos necessários por série, 14.

Por isso, o trabalho de captação de alunos terá uma importância relevante. O Prof. Tiago Becker, com boa formação e já com experiência exitosa em direção, será o diretor da nova unidade. Ele deverá ajudar-nos, sobremaneira, nessa tarefa e em todas as demais que abrangem e dizem respeito a uma escola que brota, por assim dizer, quase do nada. Porém, teremos um considerável condomínio, chamado de Paragem dos Verdes Campos, que é lindeiro à área do Prado, do outro lado da GM, com mais de 600 habitações e com mais de 200 crianças e jovens, que, diariamente, precisam deslocar-se para o centro de Gravataí ou até mesmo até as melhores escolas de Porto Alegre. Além do mais, acreditamos também que devamos ter alunos de todas as cidades circunvizinhas, mas, sobretudo, de Gravataí, Cachoeirinha, Glorinha, etc.

A sorte está lançada, diria Júlio César.

Porém, entretanto e todavia, nós não só estamos esperando pela sorte; estamos, isso sim, trabalhando duro com as empresas contratadas para que a construção da escola, em si, e toda estrutura pedagógica possam ser as melhores possíveis. Tudo isso para que os alunos e os professores tenham ali um ambiente especial e, sobretudo, acolhedor e desafiador, para ensinar e estudar, dentro das metodologias atuais, e os melhores meios para o desenvolvimento de todas as habilidades e competências, que precisam e esperam ser desenvolvidas hoje em dia.

Alguém poderia perguntar: Como está a situação do Sinodal, no que se refere a alunos matriculados e aos resultados pedagógicos?

Em relação à maioria das escolas particulares, no que se refere ao número de alunos, podemos dizer que estamos avançando alvissareiramente, ou quase dizer, estamos no contrafluxo. Isso é, estamos crescendo e acrescentando, mais ou menos, 2 turmas por ano. Em outras palavras, estamos lotados e com listas de espera.

Aqui em São Leopoldo, no Morro do Espelho, já faz dois anos desde que resolvemos alugar o Prédio de Retiros da Casa Matriz, onde instalamos parte de nosso exitoso Curso Bilíngue.

Ano passado, tivemos que alugar mais uma casa nos fundos da Livraria Sinodal para a instalação do Integral do Fundamental Anos Iniciais. Dessa forma, não precisamos ampliar as nossas instalações e, ao mesmo tempo, conseguimos ajudar as nossas entidades coirmãs do Morro do Espelho, Livraria Sinodal e Casa Matriz, com o aluguel. Em outras palavras: “uma mão está lavando a outra”.

Agora, numericamente falando, aqui em São Leopoldo, deveremos ultrapassar, pela primeira vez na história do Sinodal, os 1.400 alunos, provenientes de 22 municípios diferentes; e em Portão, deveremos ultrapassar os 550 alunos, provindos de 13 municípios. Desse modo, estamos próximos dos 2.000 alunos.

Quem diria? Em 9 anos, o Sinodal mais que duplicou. Tudo isso é resultado de um trabalho reconhecido e desejado por muitos.

Isso, a princípio, é bom. Porém, logicamente, aumenta muito a nossa responsabilidade com a qualidade na educação. Ela não pode estacionar, mas deve continuar melhorando ano a ano, pois não é fácil termos alunos que de manhã cedo levantam, no interior de Montenegro, e antes das 6h pegam a van para estarem aqui antes das 7h15min, quando começam as aulas. Isso é só para citar um exemplo do esforço de pais e alunos para estudarem no Sinodal, porque acreditam que aqui conseguem desenvolver-se em direção àquilo que querem e esperam como seres humanos, como futuros universitários, e depois, no campo profissional.

E o resultado pedagógico?

Felizmente, podemos dizer que o Sinodal sempre, desde o que o Enem/RS, existe, se manteve nos primeiros lugares, tendo inclusive a melhor média entre todas as escolas particulares do RS.

No que se refere aos vestibulares, o resultado também é expressivo. Hoje os alunos não se prendem somente aos vestibulares regionais estaduais, como Unisinos, UFRGS, etc., e federais, como Unicamp, ITA, UFRJ, etc., mas a outros vestibulares e ingressos em universidades, até mesmo fora do País, como nos EUA, onde temos um convênio com a International University Alliance (conglomerado de 14 universidades) e na própria Alemanha, que é o nosso mais novo propósito.

Na robótica, nesse ano, obtivemos o primeiro lugar entre as escolas do RS, tanto entre os alunos do Fundamental Anos Finais, como no Ensino Médio. Isso nos levou a representar o RS na competição nacional, na qual os nossos alunos alcançaram o Top 5 do Brasil e o primeiro em Programação. Isso, obviamente, é desnecessário dizer, não é pouco...

No esporte, em competições estaduais, nacionais e internacionais, tanto no vôlei, basquete e atletismo, os resultados quase sempre são de destaque. Mas, de maneira resumida, gostaria de citar que, em 2019, o Sinodal alcançou o pentacampeonato de jogos coletivos na ONASE, Olimpíada Nacional da Rede Sinodal. Isso significa ser Campeão Geral por 10 anos seguidos. Isso igualmente não é pouco...

Os alunos também se destacam em Olimpíadas Estaduais e Nacionais, como a Olimpíada Nacional de Ciências, em que um aluno conquistou a medalha de prata, e três, a de bronze. Na Olimpíada Nacional de Física, também conquistamos uma de prata. Além do mais, obtivemos muitos alunos recebendo menções honrosas e certificações importantes, que constituíram com boa importância os curricula vitae escolares de nossos alunos.

No que se refere à música, o movimento é muito intenso. Hoje temos mais ou menos 180 alunos que aprendem 12 diferentes instrumentos musicais na nossa chamada Casa da Música. Ao lado disso, temos mais 4 corais, que dão um coroamento muito especial na arte cantada.

O Bilíngue português-inglês tem 10 h/aula semanais no turno inverso para os alunos do 1º até o 4º ano do EF. Depois, até o 9º ano, a carga horária precisa diminuir por causa do aumento gradual da carga horária geral, sem, no entanto, perder o nível.

Dessa forma, o Bilíngue, como o denominamos, também tem se constituído numa atividade pedagógica de muita importância e vital para os alunos nos dias de hoje.

Além do mais, as aulas de alemão, especialmente para os alunos selecionados no Grupo A, estão crescendo e, consequentemente, os resultados igualmente estão aparecendo nos exames internacionais, do DSD1 e do DSD2.

Importante é citar, nesse contexto, que o Sinodal foi reconhecido, no primeiro semestre de 2019, pela República Federal da Alemanha, como “Deutsche Partnerschule/Partner der Zukunft”.

A língua espanhola é outra língua estrangeira de relevo que entra de maneira bem qualificada no Ensino Médio. Ela, inclusive, é bem reconhecida pelos alunos, que obtêm bons resultados.

Os alunos que apresentam problemas variados nas relações pessoais e interpessoais são trabalhados com o Pastorado Escolar, Serviço de Psicologia e Apoio Acadêmico. Os retiros de turmas, que ocorrem no nosso Sítio Jacaré do Papo Amarelo, em Lomba Grande, as meditações semanais e os encontros de orientação se constituem em boas oportunidades de reflexão e de crescimento.

Um dos exemplos de projeto de reflexão permanente durante o ano passado foi o desenvolvimento do Projeto “SER SINODAL”, no qual 10 temas foram tratados: Honestidade, Respeito, Empatia, Gratidão, Comprometimento, Ética, Autonomia, Atitude, Gentileza, hoje mais conhecida como Mindfulness, e Humildade.

Esse projeto, a partir de 2020, irá se transformar em programa. Isso é, ficará incorporado, mais e mais, no processo de reflexão e prática na vida diária de todos nós. Portanto, alcançará o nível de programa.

Assim sendo, estamos, cada vez mais, nas nossas duas unidades – São Leopoldo e Portão, e, daqui a pouco, também no Sinodal Prado/Gravataí – aperfeiçoando um trabalho pedagógico que tenta oportunizar aos nossos alunos o crescimento intelectual em todas inteligências, segundo Gardner. E os resultados são bem visíveis.

Contudo, temos que sublinhar um fato deveras complicado e que nos trouxe grandes preocupações em 2019, sobretudo, para os pais cujos filhos têm bolsa de estudos.

O que foi? A luta contra a perda da Filantropia. Mais uma vez, nas hostes do legislativo nacional, pairaram iniciativas no sentido de “cortar a filantropia”.

Como muitos ou quase todos sabem, o Sinodal, por ter filantropia, sempre conseguiu oportunizar a muitos alunos (cerca de 20%) com poucas condições financeiras, terem bolsas de estudo de 50% e até de 100%, de acordo com a Lei 12.101/09.

Dessa forma, por meio da história do Sinodal, sempre conseguimos respirar um ar de sociedade, de respeito, de consideração, de integração, de oportunidade e de ajuda. Pedagógica e socialmente falando, sem esses alunos bolsistas, com toda a certeza, o nosso horizonte ficaria menos amplo e menos completo. Por outro lado, com toda a certeza, eles seriam privados de uma educação de qualidade que poderá levá-los a grandes e importantes voos, como todos os demais alunos nossos.

A Educação tem chance de avançar, com base no que a BNCC quer?

Claudia Costin, professora convidada da Faculdade de Educação de Harvard, além de já ter sido diretora Global de Educação do Banco Mundial, entende que a BNCC irá, sim, trazer uma nova diretriz para a educação brasileira, desde que não se permita que haja  “o travamento dos ponteiros do tempo, repetindo os mesmos erros do passado”. Diz ela, ainda, que é necessário “colocar um fim na visão limitadora de que o Brasil é um país pobre. Somos, isso sim, um país desigual. É necessário fazer com que o aluno tenha mais protagonismo, ensinando-o a empreender em sua própria vida escolar. Desse jeito, a educação tem grandes chances de avançar”.

“O lamentável é que, no Brasil, a universalização de acesso ao ensino público atrasou muito.”

“Sabemos que a Coreia do Sul universalizou o ensino fundamental em 1960. Nesse ano o nosso percentual era de 40%.”

Em suma, o País demorou demais em colocar as crianças na escola. Isso constituiu uma lacuna enorme com relação a outros países, por isso não precisamos ficar admirados quando figuramos entre os últimos lugares do PISA. Faltou uma decisão política com convencimento de que a educação é essencial para o desenvolvimento das pessoas e, consequentemente, de uma nação.

“Hoje dá para dizer que o acesso melhorou, contudo, o que não melhorou foi a aprendizagem. Para comprovar o que foi dito, é só olhar para a Avaliação Nacional de Aprendizagem, que aponta que 55% dos alunos do 3º ano do EFAI estão com a leitura insuficiente e, em matemática, o percentual é quase o mesmo”. O que é isso? Isso deflagra, infelizmente, um analfabetismo funcional.

Geralmente a gente tem o costume de olhar e buscar referências fora do País. Aqui no Brasil, bom é olhar para o que é feito nos estados do Ceará e em Pernambuco no que se refere à educação pública. O RS já tem se espelhado neles. Contudo, falta ainda um pragmatismo mais visível.

Lá, a carga horária já é mais ampla e não mais 4h/aula por dia. Como exemplo, nos países onde os resultados do PISA são consideráveis, a carga horária chega a ser de 7 a 9h/aula dia, algo parecido com o que ocorre no Sinodal a partir do 6º ano do EF.

E no Sinodal, o que estará ocorrendo em 2020, visando ultimar a nossa proposta?

Na Educação Infantil e Ensino Fundamental, as mudanças já estão sendo implantadas, após bom envolvimento das coordenações pedagógicas, tanto de São Leopoldo como de Portão. O que mais sofrerá modificações, mas de repente nem tanto, é no Ensino Médio. Por isso, o ano de 2020 será um ano com um cronograma definido, organizado e aprovado de tal modo que, até o final do ano, tudo esteja a contento.

É bem verdade que as diretrizes do Ensino Médio já vêm sendo debatidas no País desde 1998. Porém, agora está chegada a hora das definições. O que será a Base Nacional Comum Curricular em São Leopoldo, em Portão e no Prado/Gravataí e o que, do que nós já desenvolvemos, poderá integrar os itinerários formativos?! Essa é a grande pergunta e o desafio à frente.

Na Base Nacional Comum Curricular, que será comum e obrigatória, o aluno se defrontará com o seu campo de formação integral. Em 2020, por exemplo, já integrará a nossa matriz curricular o componente “Projeto de Vida” no 8º ano do EF/AF e, transversalmente, na Educação Infantil até o 4º ano EF/AI.      

Nos itinerários formativos, além de muitas atividades que já oferecemos e que são bem apreciadas pelos alunos, poderão ser deslocadas para lá, sempre ouvindo a comunidade escolar, sobretudo, os alunos e o contexto formativo histórico do Sinodal. Possivelmente, daremos também ênfase para atividades novas e de interesse mais restrito desse novo perfil de aluno que está em nossas salas de aula. Importante, segundo o conhecido especialista em psicologia educacional Leo Fraiman, “caberá à escola entender seus alunos e ouvi-los, para construir os conteúdos optativos da melhor maneira, ouvindo sugestões, mantendo comunicação frequente, aberta e ativa e também feedbacks constantes sobre a execução das mudanças na prática, para poder alcançar e exercitar o pensamento crítico e a visão empreendedora”.

O que já está sendo trabalhado com o corpo docente e que será trabalhado ainda mais é repensar a finalidade de cada componente disciplinar e a sua contribuição para a formação do aluno.

Pela carga horária superior do Sinodal, que hoje ultrapassa as 1.400 h/a, será mais fácil, haja vista que temos corpo docente e estrutura para abarcar tudo.

Por isso, certamente caminharemos para um Ensino Médio Integral com uma reorganização do currículo, sem perder a essência do Sinodal.

Finalizando, gostaria de desejar a vocês, professores, pais e alunos, funcionários, o que Lya Luft, grande escritora e colunista da ZH, desejou a todos nós:

Disse ela...

“Desejo a todos nós neste ano coisas menos e coisas mais. (Não coisas mais ou menos!)

Menos indiferença, mais atenção; menos preconceito, mais respeito.

Menos críticas e insultos, mais apoio e bondade.

Menos egoísmo, mais entendimento da vida e dos outros, e da importância deles. Menos arrogância e mais humildade – que é irmã da lucidez. [...]

Menos hostilidade entre indivíduos e entre grupos, entre países e nações, entre raças, cores, credos, origens, mais fraternidade e informação, pois o preconceito é irmão da ignorância.

Menos posturas ideológicas fanáticas ou falsas, ou interesseiras, ou imaturas, elas podem facilmente promover injustiça e violência... mais entendimento, mais generosidade e maturidade.

Menos rigidez consigo mesmo, mais abertura para a imaginação, o sonho, os projetos... e mais impulso de voar... ainda que no pensamento.

Menos farisaísmo ao se julgar ou a julgar os outros... mais abertura, mais tolerância e de novo... respeito.

Menos desespero, menos descrença, menos amargura ou ironia... mais confiança e fé, ainda que seja difícil.

Menos futilidade, menos consumismo, mais espiritualidade... irmã da paz interior”.

Isso, quem sabe, pode-se colocar como pano de fundo do Programa “Ser Sinodal” nas nossas duas Unidades, São Leopoldo e Portão, em 2020, para sempre alertar-nos, como professoras e professores que, para uma ação educadora de qualidade e de responsabilidade, deve-se levar sempre em conta tudo isso, e, sobretudo, ter a convicção de que precisa estar embasada em valores e princípios que são perenes e, mais do que fundamentais, são essenciais para o ser humano que vive neste mundo.

Que Deus possa sempre dar-nos também o fazer.

Fraternal e respeitosamente, Prof. Me. Ivan Renner/Diretor Geral.