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Alunos do Técnico em Meio Ambiente visitam Agrofloresta do Inacinho, em Tupandi

Alunos do Curso Técnico em Meio Ambiente do Colégio Sinodal Portão, acompanhados do professor Ms. Rafael José Altenhofen, realizaram visita técnica na Agrofloresta do Inacinho, no município de Tupandi - RS, com o objetivo de conhecer um sistema de produção rural que integra citricultura e produção de bananas com vegetação florestal nativa. A visita ocorreu no último dia 17 de novembro.
 
 
“O objetivo foi oportunizar aos alunos do curso técnico conhecerem um sistema de produção rural que integra sustentabilidade, viabilidade econômica e ética na relação com o meio”, explica o professor Rafael Altenhofen, que é biólogo. Os proprietários do local, Inácio Rohr (Inacinho) e sua esposa, Ivete Juver, produzem em média 6 mil caixas de citros ao ano e 180kg de bananas/mês, em uma área total de 13,5 hectares, num sistema 100% orgânico, sem agrotóxicos, com técnicas biodinâmicas e em sistema agroflorestal (produção agrícola intercalada com sistema florestal).
 
A propriedade mantém 20% da área coberta com mata nativa, além da vegetação existente na agrofloresta, e inclui moradia da família (que conta com telhado com cobertura vegetal) e o local de acolhimento de visitantes (onde são oferecidos almoços e ministradas palestras sobre produção agroecológica), integrando a Rota Saberes e Sabores do Vale do Caí.
 
Aplicando técnicas aprendidas em cursos, trocas com outros produtores e em experiências próprias, Inacinho vem ano a ano restaurando cada vez mais a estrutura do solo e os processos ecossistêmicos da propriedade (antes desgastados por décadas de monoculturas, manejo inadequado e uso de insumos e defensivos químicos). Os resultados ficam evidentes em uma visita à agrofloresta. Equilíbrio ambiental e restauração dos processos ecossistêmicos - com controle natural de pragas comuns à citricultura -, baixo custo de produção - trazendo viabilidade econômica - , aproveitamento dos materiais e energias disponíveis na natureza (solar, hídrica e reciclagem de matéria orgânica), melhoria da qualidade de vida e da saúde - tanto dos proprietários quanto dos consumidores de seus produtos -, e melhoria da propriedade para as gerações futuras.
 
Com tais atributos, que vão muito além da gestão adequada dos recursos naturais (com base em conhecimentos ecossistêmicos), mas perpassam também por uma relação de profundo respeito e cuidado para com a terra e as formas de vida que co-existem na propriedade (princípios da Ética Ambiental), a propriedade rural tornou-se modelo na produção de bergamotas e laranjas.
 
Foi inclusive escolhida como propriedade modelo no Bioma Mata Atlântica para ser apresentada pelo Brasil na Conferência Rio +20, em 2012. Além disso, entre os milhares de estudantes e pesquisadores que já recebeu, incluem-se visitantes oriundos de 20 diferentes países.